ENCONTRO ESTADUAL DO PRB REÚNE CENTENAS EM CURITIBA

 

O auditório do Colégio Bom Jesus, no centro de Curitiba, lotou na noite desta quinta-feira (01) para a realização do 10º Encontro Estadual do Partido Republicano Brasileiro, evento que encerrou uma série de reuniões realizadas em todas as regiões do Paraná, e que abrangeu praticamente todos os municípios paranaenses desde fevereiro quando a série de encontros teve início.

IMG_7419

IMG_7467

 

Entre militantes, lideranças diversas, vereadores, vice-prefeitos e também os mais de 40 pré-candidatos a prefeito nas eleições do ano que vem, centenas de pessoas acompanharam o depoimento do presidente estadual Fábio Santos, que fez um breve relato sobre o que foi esta série de encontros regionais, e fez um raio x de como está o partido neste momento, reiterando a força e união de todos que fazem parte do PRB, e que justamente esta união e concentração de esforços levará o partido a atingir seu grande objetivo nestas eleições de 2016 que é triplicar o número de vereadores, prefeitos e vice-prefeitos no Estado.

IMG_7639IMG_7662

Um vídeo institucional, mostrou um pouco da história do PRB no Paraná desde a sua criação, com o suplente de deputado federal, ex-deputado e ex-presidente do partido Oliveira Filho, fazendo um relato de como foi até aqui a curta mas vitoriosa trajetória de um dos partidos que mais cresce em nível de Brasil, e que, aqui no Paraná segue os mesmos passos, com um árduo trabalho de filiações, obtenção de apoios de lideranças em todos os municípios, um trabalho iniciado logo após a posse do presidente Fábio Santos, e coordenado pelo secretário estadual do partido, Osias Moraes.

Neste evento, também a coordenadora do PRB Mulher Estadual, Alessandra Soares, fez uma avaliação do trabalho da ala mulher do partido, também um dos pontos de grande crescimento da sigla, com ações importantes voltadas à mulher. Também o PRB Juventude, através de seu coordenador estadual Carlos Gonzales, mostrou as ações que serão realizadas e a necessidade de que o jovem se engaje na política e ocupe seu espaço nos partidos políticos e colaborem com suas ideias e ideais para que também possam dar sua parcela de colaboração aos país.

IMG_7439

IMG_7632

 

O 10º Encontro Regional do PRB, foi com certeza mais uma demonstração de força do partido e serviu também como motivação para que, cada filiado possa se motivar ainda mais no grande objetivo de tornar o PRB em curto prazo um dos grandes partidos políticos do Brasil.

IMG_7452 IMG_7455

Texto: ASCOM PRB Paraná
Fotos: Roberta Viana/ Marlon de Souza

Como é a participação da mulher na política brasileira?

As mulheres somam mais da metade da população, mas ocupam apenas 9,5% das vagas do Congresso Nacional. Por que ainda somos poucas no poder? O que é possível fazer para mudar isso? Entenda melhor sobre a participação feminina na política brasileira.

Segundo dados do IBGE, de 2013, as mulheres representam 51,3% da população brasileira, ou seja, mais da metade. Ainda assim, a participação do público feminino na política é pequena e não corresponde à proporção de mulheres no país. Na Câmara dos Deputados, por exemplo, são apenas 47 deputadas federais, de um total de 513 políticos. No Senado, não muda muito: de 81 senadores, 10 são mulheres (entre eleitas e suplentes). Isso dá um total de apenas 9,5% de representantes femininas no Congresso Nacional.

Essa falta de representatividade coloca a realidade brasileira atrás de muitos países que dão destaque à mulher no cenário político. Segundo dados da União Parlamentar, órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil ficou no 129º lugar, em um ranking com 189 países. Na época do levantamento, as mulheres somavam apenas 8,6% no parlamento brasileiro. Quando o assunto é presença feminina, ficamos atrás de Ruanda (1º lugar, com 63,8% de mulheres), Suécia (4º, com 45%) e Argentina (20º, com 36,6%).

Temos um espaço reservado na política brasileira?

Desde 2009, uma exigência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) obriga que pelo menos 30% das candidaturas dos partidos sejam dedicadas a um dos sexos, no caso, o sexo que tem a menor representatividade: o feminino.

Até julho deste ano, os partidos não tinham atingido essa cota para as Eleições de 2014, o que gerou um último recrutamento para finalmente chegarmos a 30,7% de candidatas – apenas 0.7% acima do previsto por lei. Desse número, 16,5% são mulheres brancas e 14,2% mulheres negras, de acordo com pesquisa feita pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos.

Mesmo assim, como ainda somos poucas no poder?

Para Jacira Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão, organização responsável por pesquisas sobre a representatividade da mulher e do negro nas Eleições de 2014, não é a falta de interesse das mulheres que dificultam as candidaturas e, sim, um esquema fechado dos partidos, que ainda privilegiam a representação masculina. “Neste país, para postular uma candidatura, é preciso trabalhá-la de um a dois anos antes. Quando uma mulher se lança candidata no final de junho, ela está se lançando em função do partido, apenas para cumprir esta cota, portanto, não será uma candidata competitiva.”

Apesar de, por lei, o Fundo Partidário (orçamento público garantido aos candidatos) ter 5% de sua verba dedicada à educação e conscientização de mulheres, há um subfinanciamento por parte dos partidos. “Estamos fazendo uma pesquisa com mulheres candidatas que nos contam que, enquanto elas andam a pé e têm que financiar seu material de campanha através de quermesses, os candidatos homens têm carro de som e outras formas de apoio”, afirma Jacira.

Como podemos corrigir essa realidade?

Para a especialista, a forma mais eficiente de corrigir isso é através de uma reforma política. “É preciso haver uma reforma política para que tenhamos listas parlamentares com espaços reservados para mulheres. Ou seja, a cada três homens no parlamento, teremos necessariamente uma mulher. Como acontece em outros lugares como na Argentina e no Reino Unido, por exemplo”, defende.

Por que é importante estarmos lá?

Jacira defende que é importante não apenas termos representantes mulheres, mas que elas possam levar a perspectiva da desigualdade de gênero para a formulação de projetos. “Precisamos de políticas publicas que considerem nosso lugar de desigualdade no mundo. É preciso pensar isso pelo ponto de vista da saúde, da educação, do transporte. E, em geral, as mulheres tendem a ser mais sensíveis a suas próprias necessidades”, afirma.

Outro fator importante é a presença de referências femininas no poder. Nas Eleições de 2014, o Brasil vive uma situação inédita nas eleições presidenciais: são três candidatas mulheres, sendo duas delas favoritas ao cargo. “Termos uma mulher na presidência é algo simbólico. Assim as meninas e adolescentes do nosso país podem ver até onde uma mulher pode chegar”, defende Jacira.

Fontes: TSE, Câmara dos Deputados, Senado Federal, Presidência da República
Dados checados em outubro/2014
Escrito por Redação M de Mulher / Revista Claudia

Participação da mulher na vida política

Em um país de cultura predominantemente machista e de raízes patriarcais, a mulher parece ganhar, embora a passos curtos, mais espaço na política nacional.

O dia 08 de Março, dia internacional da mulher, convida-nos a uma reflexão sobre as mulheres e o mundo da política. Pensar no papel social desempenhado pelas mulheres na sociedade brasileira (mais especificamente sob a ótica da política) é sempre um exercício interessante, principalmente quando levamos em consideração uma sociedade como a nossa, construída sob a égide do machismo, do patriarcalismo, na qual o homem sempre ocupou o espaço público e a mulher, o privado.

Mas e na política, ainda temos um espaço fechado entre os homens? Não, isso vem mudando, e a participação política das mulheres é prova disso, seja como eleitoras (desde a década de 1930), seja como candidatas a cargos públicos, mas tal mudança ocorre a passos lentos. Porém, mesmo que ainda tímida, a presença cada vez maior de candidatas é algo fundamental para o fortalecimento da democracia, afinal, a representatividade feminina é extremamente necessária quando pensamos nas lutas pelos direitos das mulheres em um contexto no qual, como se sabe, ainda há muito preconceito, exclusão e violência contra elas. Ao apontarmos que dentre os eleitores no Brasil as mulheres são maioria (pouco mais de 51,7% do total, segundo o governo federal), certamente este é um aspecto explorado pelos candidatos (ou candidatas) na tentativa de arregimentar esse voto feminino. Mais do que isso, é um indício de que há a necessidade de atenção para essa parcela considerável da população, ainda mais em se tratando de uma sociedade que busca se fortalecer enquanto democracia. Esta, por usa vez, já há algum tempo vem se consolidando, e uma participação maior das mulheres vai ao encontro disso.

Na década de 70 do século passado, as mulheres representavam 35% do eleitorado, ultrapassando a marca dos 50% no ano de 2006, quebrando a hegemonia do eleitorado masculino. Em relação à disputa eleitoral, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de candidaturas femininas alcançou 31,7% do total de registros nas últimas eleições de 2012, o que significa certo avanço.

Mas uma pergunta vem à tona: esse aumento na participação do voto pelas mulheres é a confirmação de que elas estão conquistando seu espaço? Podemos dizer que sim, embora os desafios encontrados pelas mulheres tanto na política quanto na sociedade de modo geral (e um bom exemplo são as dificuldades no mercado de trabalho) ainda são consideráveis. No entanto, mesmo que possamos dizer que as mulheres estão conquistando seu espaço, é preciso considerar que, por conta das chamadas cotas, fruto de políticas afirmativas para ampliar a participação feminina, os partidos são obrigados a reservarem uma participação de, no mínimo, 30% para cada sexo.

Dessa forma, a ampliação da participação das mulheres, em termos dos registros de candidaturas, não está ligada apenas a uma maior sensibilização quanto à importância da política entre elas ou à revolução da mulher (do feminismo) desencadeada na década de 1960 ou, ainda, à ampliação da politização da sociedade civil de modo geral, tal crescimento pode ser associado à obrigatoriedade do cumprimento de uma lei eleitoral. Obviamente, a própria instituição dessa lei foi resultado de uma luta pela maior participação feminina, o que pode ser considerado um avanço. Contudo, vale ressaltar que leis e as normas por si só possuem um poder relativo (embora sejam importantes instrumentos) na luta contra o preconceito, seja ele de qualquer natureza.

Nesse sentido, o maior número de candidaturas pode ser associado a uma maior emancipação feminina, o que não deixa de ser fato quando avaliamos as mudanças e transformações pelas quais o papel da mulher brasileira passou, mas não se resume a isso. Mesmo assim, segundo o site da Câmara dos Deputados federais, um estudo da União Interparlamentar, ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), colocou o Brasil em 120º lugar em um ranking da proporção de mulheres nos parlamentos, o que significa estar atrás de países islâmicos como Paquistão, Sudão e Emirados Árabes Unidos.

O papel social da mulher e sua posição na sociedade brasileira ainda são permeados de contradições. Em termos quantitativos, basta analisarmos alguns dados apresentados pelo governo, observando-se que a participação das mulheres na Câmara dos Deputados é de 9% e, no Senado, de 10% do total. Além disso, o número de governadoras de estado também ainda é muito pequeno.

Obviamente, a eleição da primeira presidenta do Brasil contribuiu de alguma maneira para mudar esse quadro de atrofia da participação feminina e talvez motivar outras candidaturas de mulheres. O significado desse evento do ponto de vista de uma afirmação da figura de Dilma em um cenário absolutamente masculinizado ao longo da história (já que o poder sempre esteve associado à figura do homem) ficou estampado em sua preferência em ser tratada por presidenta e não presidente, embora as normas da língua culta admitam as duas formas. Falar em diferenças comportamentais entre homens e mulheres no exercício de alguns cargos e funções trata-se de algo bastante relativo, pois aspectos como questões morais não necessariamente manifestam-se de forma diferente a depender do sexo. Assim, bom governante é aquele que tem compromisso com a democracia e com a coletividade, seja homem ou mulher.

Paulo Silvino Ribeiro
Colaborador Brasil Escola
Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas
Mestre em Sociologia pela UNESP – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”
Doutorando em Sociologia pela UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas

Fonte: Brasil Escola