Mensagem da Semana: ‘Prazos finais para filiações’

Olá republicanos de todo Brasil!

Termina dia 18, próxima sexta-feira, a janela para que deputados federais, estaduais e vereadores no exercício do mandato possam trocar de partido sem sofrer punição por infidelidade. Temos portanto mais essa semana para atrair ao PRB pessoas de bem insatisfeitas em seus respectivos partidos para se juntarem a nós em nosso grande projeto de país.

Para aqueles que não cumprem mandato atualmente, mas desejam concorrer em outubro, o prazo final para se filiarem ao partido é dia 2 de abril, ou seja, seis meses antes do pleito. Em ambos os casos peço empenho e força máxima dos presidentes estaduais e municipais do PRB para chegarmos em outubro com um grande exército de republicanos.

Na semana passada, o PRB recebeu em suas fileiras três deputados federais – Lincoln Portela (MG), Silas Câmara (AM) e Lindomar Garçon (RO). Três homens valorosos defensores da família. Embora a quantidade seja importante, o fundamental para o PRB é a qualidade dos seus filiados. Nunca percam isso de vista. O Brasil será melhor quando as pessoas de bem se voltarem para a política.

Mãos à obra.

Boa semana a todos.

Marcos Pereira – advogado e presidente nacional do PRB

Foto – Douglas Gomes – Liderança do PRB

Mensagem da Semana: ‘A prisão do marqueteiro’

Olá republicanos de todo o Brasil!

Na mensagem da semana passada, eu falei a respeito de algumas mudanças no processo eleitoral deste ano – tempo de campanha mais curto e proibição de doações financeiras empresariais para os candidatos.

Falei também das campanhas milionárias – especialmente da do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) em 2012 – e do gasto exorbitante com marketing. Sobretudo com a propaganda enganosa.

Por coincidência, na manhã em que publiquei o vídeo, o marqueteiro das campanhas do PT, João Santana, e sua esposa, Mônica Moura, tiveram suas prisões decretadas por supostamente terem recebido dinheiro de “caixa dois”.

Santana e Mônica omitiram da Receita Federal contas bancárias no exterior que, segundo a denúncia, foram abastecidas com dinheiro não declarado de empreiteiras ligadas ao governo federal.

Essa nova fase do desbaratamento do maior escândalo de corrupção do Brasil reforça a tese do PRB já levantada e executada pelo nosso partido em diversas ocasiões: as campanhas devem ser mais baratas e honestas.

Além de caríssimas – somente de Haddad, em 2012, Santana recebeu R$ 30 milhões -, as campanhas fundamentadas na mentira são um grave risco à democracia e à saúde do País.

Esse tipo de propaganda, que o PRB rejeita e não pratica, mascara e distorce a realidade, maquia números, induz o eleitor ao erro, destrói reputações dos adversários e transforma o debate honesto num mundo de fantasia.

Basta! É hora de falar a verdade ao povo brasileiro. A terrível crise que o Brasil atravessa hoje precisa ser tratada com a devida importância. É preciso coragem para corrigir os erros e avançar.

O mesmo serve para as eleições municipais de outubro. O cidadão não pode mais se deixar levar por discursos bonitos e promessas mirabolantes. O PRB já levantou essa bandeira. O Brasil não suporta mais tantas mentiras.

Marcos Pereira – presidente nacional do PRB

Foto – Douglas Gomes – Liderança do PRB

Mensagem da Semana: ‘Brasil corre contra o tempo’

Olá republicanos!

O Brasil perdeu nos últimos 12 meses 1,2 milhão de postos de trabalho formais. É o pior resultado do país desde 1992, dizem especialistas. A inflação pode bater dois dígitos em breve e o fim de ano deve ser magro para uma boa parcela da população. Verdadeiro retrocesso.

A crise econômica tem diversos elementos. Temos um governo que gastou mais do que deveria e não agiu para reverter o desastre, a desaceleração do consumo, a alta dos juros, da energia e dos combustíveis, sem contar a corrupção que sangrou a Petrobras e outros órgãos.

Há um plano em curso, encabeçado pelo Ministério da Fazenda, que pretende contornar essa curva descendente até meados de 2016. Diversos economistas, entretanto, afirmam que a situação é mais delicada do que parece. Portanto, o ano que vem deve ser tão ou mais duro que 2015.

Somado a isso temos uma crise política na qual as forças que comandam o país estão metidas até o pescoço. Esse imbróglio envolvendo, entre outras coisas, a abertura de um eventual pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff é um elemento a mais de instabilidade.

A situação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), denunciado no Conselho de Ética por ter mentido sobre eventual conta bancária secreta no exterior, também contribui decisivamente no contexto. O país acaba por ficar em segundo plano.

Temos pouco menos de um mês antes do recesso parlamentar no Brasil. Há quem esteja na torcida para o ano legislativo acabar logo, outros, porém, preocupam-se com o fato desses assuntos serem cozidos em fogo baixo e empurrados para frente.

Embora o Congresso tenha feito sua parte ao votar para impedir novos gastos e um peso maior ao Orçamento, as questões políticas não resolvidas tendem a piorar o que já é ruim. A classe política precisar dar uma resposta ao povo brasileiro. Mais do que isso: precisa dar alguma esperança.

Há ainda algumas semanas para isso.

Boa semana a todos.

Marcos Pereira – presidente nacional do PRB

Foto – Douglas Gomes – Liderança do PRB

A Tragédia Francesa e a Lama Nossa

Nos últimos dias tenho acompanhado muito, todos os noticiários e opiniões vindos de todos os cantos do Brasil e do mundo, a respeito dos terríveis e abomináveis atentados terroristas ocorridos na França nos últimos dias, e compartilho da opinião de alguns especialistas sobre este episódio triste e lamentável e outro, também triste e lamentável que ocorreu aqui no Brasil, mas como repercussão bem menor.

Não querendo traçar paralelos e nem comparar uma coisa com a outra, eu também não entendo o porque de tão pouco caso e tão pouca divulgação e revolta com o mar de lama que devastou 2 cidades, destruiu um dos rios mais importantes do país, já percorreu mais de 800 km e matou segundo as últimas informações aproximadamente 25 pessoas, todas inocentes que estavam em suas casas ou na rua próxima quando a barragem cedeu e simplesmente acabou com a vida em Mariana, na região central de Minas Gerais.

Todos nós lamentamos profundamente os fatos acontecidos na França estamos estarrecidos e assustados com a ousadia dos terroristas do Estado Islâmico, e queremos um fim para o risco cada vez mais crescente de uma terceira guerra mundial, o que aliás já é uma preocupação do próprio Papa Francisco e dos presidentes dos maiores países do mundo, mas fecharmos os olhos para a tragédia de Mariana e fingir que nada disso nos diz respeito é hipocrisia.

Devíamos todos nós, brasileiros e trabalhadores de qualquer que seja o segmento e de que credo for, nos indignarmos com a falta de respeito, de humanidade e de amor ao próximo, demonstrada pela empresa responsável pelo desastre, pelos veículos de comunicação que muito pouco abordam o assunto, e cobrar ações urgentes de todos os responsáveis, dando ás pessoas que perderam parentes e a casa onde moravam, pelo menos a oportunidade de um recomeço digno para suas vidas.

Sofremos e choramos com os franceses, mas deveríamos também chorar e sofrer com os brasileiros de Mariana.

Antônio Carlos Ribas
Jornalista

Mensagem da Semana: ‘República aos republicanos’

Olá republicanos de todo o Brasil.

O Brasil comemorou ontem, 15 de novembro, 126 anos desde a Proclamação da República. Naquele fatídico dia de 1889, exatos 100 anos depois da Revolução Francesa, um grupo de militares liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca – o primeiro presidente – destituiu o império e estabeleceu do dia para a noite o governo provisório republicano.

Embora este acontecimento tenha se desenvolvido envolto a controvérsias, sobretudo por ter sido um movimento militar e com apoio reduzido, a data simboliza os primeiros passos na direção da democracia plena.

Para o PRB, que carrega o republicanismo na essência e no nome, a consolidação da República com o funcionamento efetivo das instituições depende de uma constante conscientização e mobilização dos brasileiros livres. O Brasil não tem dono senão o seu próprio povo. Aquilo que é público não pertence a alguém ou ninguém, é de todos nós.

E por ser de todos nós é que devemos cuidar com zelo e muito amor. Devemos repudiar e rejeitar sem descanso aqueles que usam do que é público para interesses privados. Há bons homens e mulheres públicos que têm se doado para fazer o País avançar. A opinião pública deveria distinguir e dar nome a um e outro tipo.

Cada republicano do PRB tem o dever de encarnar essa mensagem de esperança que temos levado por todo Brasil. Há uma forte onda de pessimismo fundamentada na situação econômica e política que atravessamos hoje. Mas precisamos dar um passo mais firme rumo à mudança de pensamento e comportamento.

O ex-presidente norte-americano John Kennedy disse uma vez aos seus compatriotas num momento de dificuldade: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”. Será que os brasileiros, especialmente os políticos, conseguem se inspirar nessa frase e avançar? Eu acredito que sim.

Boa semana a todos.

Marcos Pereira – advogado e presidente nacional do PRB

Foto – Douglas Gomes – Liderança do PRB

Mensagem da Semana: ‘Pinato, Cunha e a torcida organizada’

Olá republicanos de todo o Brasil.

Vocês acompanharam na semana passada que o deputado federal Fausto Pinato, do PRB de São Paulo, foi sorteado e depois escolhido pelo presidente do Conselho de Ética para ser o relator do pedido de cassação do chefe do Legislativo, Eduardo Cunha (PMDB), sob suspeita de ter mentido numa CPI acerca de possível dinheiro seu na Suíça e não declarado à Receita Federal.

A partir do momento da escolha, Pinato virou notícia no Brasil todo devido à possibilidade de poder sugerir a cassação ou outra punição prevista no Regimento Interno da Câmara, inclusive eventual absolvição, ao terceiro homem mais poderoso do País. Vasculharam sua vida, viraram de ponta-cabeça sua biografia e, como de costume, setores da imprensa já desdenharam do parlamentar.

Suas palavras foram poucas desde o fatídico dia que saiu do anonimato para a fama. Restringiu-se a dizer que não teme qualquer tipo de pressão, que colherá todas as informações e provas possíveis e que, obviamente, dará chance do acusado de se defender como determina a Constituição Federal. No entanto, não foram poucos os “analistas” que já o tomaram por subserviente.

Acusaram o PRB de “ter relações religiosas com Cunha”, fato que não existe nem nunca existiu; sugeriram conluio entre Pinato e o acusado porque o PRB apoiou Cunha para presidente da Câmara – o partido emitiu nota afirmando que o apoio ao peemedebista se deu pela proposta de independência do Poder Legislativo e antes do surgimento das denúncias.

Até um eventual dividendo eleitoral a Celso Russomanno, pré-candidato a prefeito de São Paulo, foi trazido às “análises” de certos jornalistas que costumam julgar antes da própria Justiça. O relator é Pinato, não Russomanno. Quem reunirá as provas e a defesa e fará o relatório é o primeiro, não o segundo. Leia a nota do PRB na íntegra aqui.

A opinião pública, por meio dos jornais, já condenou Cunha. Embora digam aqui e ali que as provas contra o presidente da Câmara sejam robustas, ainda não foi dado o direito constitucional à defesa. Há no ar a sugestão de que a condenação prévia de Cunha por Pinato é o correto a fazer, e que o contrário disso será apenas mais uma pizza. É uma postura temerária e antirrepublicana.

Pinato afirma estar preparado para a missão. Pelo pouco que já falou com a imprensa, afirmou que fará tudo com isenção e imparcialidade, obedecendo os ritos do colegiado de forma transparente e republicana. Como já afirmamos na nota, qualquer coisa que passar disso é pura ilação e tentativa de condenar o acusado antes do processo. Esperamos que a torcida organizada dê lugar à razão.

Boa semana a todos.

Marcos Pereira – advogado e presidente nacional do PRB

Foto – Douglas Gomes – Liderança do PRB

Mensagem da Semana: ‘A cada nove dias cai um prefeito’

Olá republicanos de todo o Brasil!

Desde a última eleição municipal, em 2012, 108 cidades brasileiras tiveram que voltar às urnas porque o prefeito eleito foi afastado do cargo por irregularidades cometidas durante a campanha. Isso significa a Justiça Eleitoral julgou procedentes denúncias de ‘caixa dois’, abuso do poder econômico e compra de votos, por exemplo.

Esse levantamento, feito por um jornal de circulação nacional, revela portanto que a cada nove dias no Brasil um prefeito foi removido das suas funções. Não foram considerados casos de corrupção, má gestão e até crimes hediondos, como pedofilia. Até isso existiu em pouco mais de dois anos e meio.

Esses números revelam uma situação preocupante. Para vencer a eleição a qualquer custo, candidatos corruptos agem criminosamente comprando votos, geralmente com dinheiro oriundo de esquemas. São recursos que deveriam ser empregados na boa gestão das cidades, mas são desviados para bancar campanhas milionárias.

O cidadão que vende seu voto por um churrasco, jogo de camisa de futebol ou qualquer benefício particular, como o pagamento de uma conta de luz, é tão responsável pelos problemas que se sucedem quanto o candidato eleito. Corrupto e corruptor fazem o mesmo mal à coletividade e aos interesses sadios da sociedade.

Ano que vem tem eleições municipais. Mais uma vez iremos às urnas votar e eleger prefeitos e vereadores. Para mim, é a eleição mais bonita, já que o cidadão tem contato direto com aqueles que decidem os rumos das cidades onde vivemos, pois é nelas que tudo acontece – saúde, educação, trânsito etc.

Gostaria que, desde já, você que lê esse artigo refletisse sobre isso. Não venda seu voto. Não entregue o futuro do seu município nas mãos de pessoas corruptas. Se ele age inescrupulosamente na hora da eleição, com toda certeza seguirá agindo assim pelos próximos quatro anos como prefeito. Aí não adianta reclamar.

Acompanhe o dia a dia da política da sua cidade. Conheça o atual prefeito, busque informações de mais de uma fonte, e vá investigando a vida daqueles que pretendem se candidatar em 2016. Avalie os projetos daqueles que tentarão a reeleição e veja se foram bons para o povo. Construa sua opinião com elementos sólidos.

Quando o cidadão de bem se ausenta da vida pública, pessoas mal intencionadas fazem a festa. E é isso que temos que mudar. Nosso compromisso deve se guiar pelo resgate da prática da boa política que foi perdida há algum tempo. Eu acredito nas pessoas de bem que existem na política. Você também deveria acreditar.

* Artigo publicado originalmente na Folha Universal de 18/10/2015

Marcos Pereira – advogado e presidente nacional do PRB

O futuro do Brasil é agora

Olá republicanos de todo o Brasil.

Neste 12 de outubro, Dia das Crianças, quero refletir com vocês sobre o futuro do Brasil. Afinal de contas, falar de criança é falar de sonhos e esperança. É imaginar e projetar, através delas e para elas, um país melhor.

Não podemos concordar com a “Pátria Educadora” figurando sempre nas últimas colocações de avaliações internacionais de desempenho escolar. Não é possível admitir resultados tão ruins e não se indignar.

Veja só: em maio, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou um ranking mundial de qualidade da educação. O Brasil ficou na 60ª posição entre os 76 países avaliados.

Não sou especialista no assunto, mas não precisa ser expert para entender que vamos mal. As variáveis que têm posto o Brasil em situação tão vexatória são muitas, e os governos parecem não se importar como deveriam.

O professor continua sendo tratado como profissional de segunda linha. Falo como professor universitário. A condição dos colegas da rede pública é trágica. São tratados como gasto, não como investimento. Um erro.

As escolas públicas não acompanharam a evolução do nosso tempo. O Brasil é o antepenúltimo colocado de 31 países em ranking de habilidades digitais elaborado pela OCDE, à frente apenas de Emirados Árabes e Colômbia.

O ensino também precisa se adaptar a essa nova realidade e levar em consideração que a criança e o jovem de hoje não são os mesmos de 10, 20 ou 30 anos atrás. A aula nos moldes do passado já não é atrativa para o estudante.

Além de tudo isso, o Ministério e as secretarias estaduais e municipais de Educação não podem ser tratadas como mais uma pasta em meio a outras tantas que compõem os governos. Deve ser a mais importante.

É inaceitável que a Educação seja usada como moeda de troca política ou prêmio de consolação. É preciso estabelecer metas de curto, médio e longo prazo e trabalhar continuamente por esses resultados.

O Brasil só vai avançar de verdade quando entendermos que o país do futuro se constrói agora, e as crianças são sim nossa maior esperança. Tirar delas a chance de ser alguém na vida é cortar na nossa própria carne.

Boa semana a todos.

 

Marcos Pereira

Advogado e Presidente Nacional do PRB

As diferenças da educação na pátria educadora

Uma pesquisa realizada e divulgada na semana passada, mostra que as médias mais baixas das escolas particulares pesquisadas em todo o país estão muito próximas das melhores notas das escolas públicas, estaduais e municipais, o que mostra a incrível e monstruosa diferença entre a qualidade do ensino público que é ofertado no Brasil e o que é oferecido pelas escolas particulares, onde estuda quem pode pagar.

Segundo esta pesquisa, realizada em todo o território nacional, o país apresenta uma disparidade inacreditável no nível de educação prestado quando se trata de escola paga ou particular, um fato que lamentavelmente também se registra aqui no Paraná, que pasmem, não aparece entre as 50 primeiras melhores colocadas no último exame do ENEM, sendo que a nossa melhor colocação é um modestíssimo 53° lugar entre as 100 melhores escolas do Brasil, segundo os resultados do último exame.

O resultado desta pesquisa, me faz retornar ao tema da minha primeira coluna aqui neste espaço, quando de forma até pejorativa, analisei a intenção do governo federal em batizar este seu segundo mandato com o lema “ Pátria Educadora”, o que, na minha opinião soa até como deboche diante dos milhares e tétricos problemas apresentados nas escolas pública do país inteiro.

Como é que o ensino público vai melhorar com escolas literalmente caindo aos pedaços, alunos estudando sem material adequado, sem merenda adequada, sem espaço digno, sem uma quadra de esporte com a mínima condição de uso, e coma imensa maioria dos colégios e escolas pública sem estado de miséria, até com goteiras em cima da cabeça dos alunos, alunos estes em sua maioria pobres e que mesmo com todas as dificuldades ainda tentam estudar, mas se acham bloqueados por absoluta falta de condição de ensino nas salas de aula.

Diante do quadro que hoje se apresenta a educação no país, todas as pesquisas que forem realizadas daqui pra frente, vão mostrar exatamente isso, um distanciamento cada vez maior entre a educação dada aos que podem pagar e a ofertada a quem não pode pagar, ou seja a escola pública.

Infelizmente, essa é a triste realidade da nossa “ Pátria Educadora”.

Antônio Carlos Ribas
Jornalista

Um país de analfabetos políticos

Que o Brasil é um país de analfabetos políticos, país de terceiro mundo, e que não se interessa por política, isso eu já sei há muito tempo.

Mesmo assim, fiquei assustado com o resultado de uma pesquisa que está sendo divulgada pelo jornal Diário dos Campos de Ponta Grossa, nossa vizinha aliás. Essa pesquisa encomendada pelo jornal mostra que, 36% dos eleitores da cidade não lembram em quem votou nas últimas eleições para vereador em 2012, e pior ainda: muitos dos entrevistados não sabem sequer o nome do prefeito da cidade onde eles vivem.

Quando leio ou ouço notícias assim, fico pensando como será o futuro do nosso Brasil, pois essa ignorância absurda e falta de interesse não se resume apenas a uma camada da população, pois basta andar por uma rua qualquer de nossas cidades e verificar que, pessoas de todas as idades e claro, as mais jovens não desgrudam o olhar um segundo sequer do seu celular, tablet ou smartphone, e a imensa maioria destes jovens não estão nem aí para a política, por acharem que o tema não lhes diz respeito, votam apenas por que são obrigados e se determinado político rouba, isso não é problema seu.

Os mais humildes, os jovens e os que ganham baixos salários são justamente os que deveriam prestar mais atenção na política e nos políticos, fiscalizando o seu trabalho, seus projetos, sua atuação parlamentar e além de fiscalizar, cobrar resultados e dedicação, coisa que nunca foi feita, pois é raro um eleitor que fiscalize e cobre o político que recebeu seu voto.

No caso de Ponta Grossa, a pesquisa fala de forma específica dos vereadores, mas a constatação serve também para deputados estaduais, federais, senadores, governadores e presidentes da República, pois um grande número de parlamentares e chefes de Executivo deturpam sua atribuição e quando querem enrolar o eleitor e empurrar suas mazelas para debaixo do tapete o fazem com a maior cara de pau, pois sabem que a esmagadora maioria da população não sabe qual o papel que deve ser desempenhado por quem recebeu o seu voto. O que a maioria das pessoas não sabe, é que a política está em nosso dia a dia desde que nascemos, 24 horas por dia, em todos os lugares onde estamos, e por isso deveriam se interessar pelo menos um pouco pelo tema.

Antônio Carlos Ribas
Jornalista